As incoerências do STF e da Justiça

O Julgamento do Mensalão ainda não acabou, mas é de impressionar o circo no qual se transformou. Não tenho dados para saber se as questões julgadas anteriormente tiveram esse mesmo clima, mas acho improvável. Os coleguinhas que cobrem o Congresso e os julgamentos no Supremo nunca noticiaram coisa igual, o que me leva a concluir que: ou os honoráveis ministros sempre saíram na porrada em debates acaloradíssimos  – fico imaginando como devem ter sidos os sobre a questão das células tronco – ou que saber que as sessões estavam sendo transmitidas ao vivo para todo o Brasil inflou os egos dos excelentíssimos.

Os embates entre o relator e o revisor do processo poderiam até ser pertinentes, caso os dois não exagerassem nas cores, poses e tons das interpelações. Tudo parece saído de um filme da década de 40, onde os gestos precisavam ser exagerados. Isso, só serve para enevoar o que deveria ser um dos momentos históricos do nosso Judiciário, deixando aquela sensação de que o ser humano comum – como são nossos representantes nesse caso – não resiste aos holofotes. Imagina como vai ser (na Copa?) agora que o Barbosão virou presidente!

Para piorar, tivemos, nos últimos dias, decisões que em nada ajudam a imagem da Justiça. As confusões do julgamento do goleiro do Framengo (sim, ele ainda é jogador do clube) Bruno e a soltura do nosso grande Cachoeira soam como piada. De mau-gosto, mas piada.

Juro que tento levar fé nas instituições (não só as brasileiras), mas elas não ajudam.

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Fundadores do Twitter lançam Medium, nova plataforma de blogs

Alguém já experimentou?

Depois de criarem o Blogger (posteriormente vendido para o Google) e o Twitter, agora Biz Stone e Evan Willians, em parceria com Jason Goldman, criaram uma nova plataforma de blogs chamada Medium . O novo serviço pretende atender os usuários que acham o espaço dos blogs tradicionais muito longo e do Twitter muito curto para divulgar suas ideias.

Segundo Evan Williams, que criou com Biz Stone a incubadora Obvious em 2008, o Medium permite que o usuário escolha o tipo de contribuição que quer dar ao blog. “A maioria das pessoas, na maior parte do tempo, simplesmente leem conteúdo, e está tudo bem. Se elas escolherem, podem votar para indicar o que é bom ou dar algum retorno para o responsável pelo blog”, diz Williams.

Todas as postagens dos usuários do Medium serão organizadas em coleções, que são definidas pelo tema e modelo escolhido pelo usuário. Segundo Williams, o Medium oferecerá diversidade em temas e modelos para que “o design sirva ao propósito dos usuários da ferramenta”.

Os usuários da ferramenta também poderão criar coleções de conteúdos publicados em outros blogs do Medium, de maneira similar a como os internautas interagem com o mural de fotos online Pinterest. Porém, as coleções poderão ser construídas com posts de fotos, vídeos ou texto puro. Será possível, também, votar nos melhores conteúdos, como no novo Digg: os mais populares aparecerão no topo da página.

O Medium não está aberto para todos os usuários, mas qualquer pessoa com uma conta no Twitter poderá ler o conteúdo publicado pelos usuários beta – que incluem apenas amigos e familiares dos fundadores, por enquanto. É possível fazer um cadastro para ganhar acesso ao site na segunda fase dos testes.

Fonte: IG

Produced by George Martin – O legado do quinto Beatle em DVD

DVD conta a história do maior produtor musical da Inglaterra, Sir George Martin, responsável, entre outras obras, dos grandes sucessos dos Beatles

O legado musical dos Beatles é riquíssimo. As composições de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison, estão na memória de milhões de pessoas no planeta, mas nada seria assim se não existisse a figura (os ouvidos e o talento) do produtor George Martin, o homem responsável pelo grupo assinar seu primeiro contrato de gravação e o criador dos sons que mudaram o mundo da música pop. Agora, o trabalho de Martin pode ser conferido no DVD Produced by Geroge Martin (ST2).

Para se ter ideia da importância de Martin, ele, assim como Paul McCartney, ganhou o título de Sir, a maior honraria concedida pela coroa britânica. Mas que não pensem que o seu trabalho se resumiu apenas aos Beatles. Nos anos 60, Martin produziu uma série de outros artistas e dezenas de canções que alcançaram o topo da parda inglesa, com artistas como Gerry and the Pacemakers, Billy J. Kramer and the Dakotas e Cilla Black. Nos anos 70, além de voltar a se reunir com o pupilo McCartney para produzir o single Live and Let Die (tema do filme de James Bond do mesmo nome), também é o nome por trás dos sucessos de grupos como o America e de álbuns de gente do calibre de Jeff Beck. Na década de 80, assinou registros de Cheap Trick, UFO e Paul McCartney (sempre). Depois, ainda gravou com Celine Dion e outros grandes nomes da música pop. Em seus estúdios, foram gravadas obras primas como Brothers in Arms (Dire Straits) e Nothing Like the Sun (Sting), além de sucessos do The Police e Eric Clapton, só para citar alguns.

O DVD conta a história de Martin, hoje um respeitável senhor inglês, que convive com a perda da audição, mas com muitas histórias. Em entrevistas conduzidas por seu filho Giles, o quinto Beatle conta detalhes de como era o seu trabalho com os rapazes de Liverpool e como foi construindo sua carreira, desde a gravação de discos de comédia (com Peter Sellers) até deixar a EMI (onde ganhava um pequeno salário) para construir seu primeiro estúdio de gravação e se tornar o maior produtor do planeta.

O documentário mantém o clima caseiro, não só pela presença do filho Giles, mas também da esposa Judy Lockhart-Smith, que conheceu em Abbey Road quando foi contratado para trabalhar no então pequeno selo Parlophone, nos anos 50.

No filme ainda há entrevistas gente como Ringo Starr, Paul McCartney e Jeff Beck, mas infelizmente não há legendas em português (somente inglês, espanhol e francês), o que pode dificultar um pouco a compreensão de quem não domina o idioma inglês.

Produced by Geroge Martin é um documento da evolução do rock inglês, dos Beatles e de uma das figuras mais simpáticas e criativas da música de todos os tempos. Se a capa onde os Beatles atravessam Abbey Road (a rua onde se localiza o estúdio onde gravaram a maioria de seus trabalhos) é um ícone reconhecido mundialmente, a música que saia daquelas salas de gravação para ganhar o mundo tem a assinatura de Martin.

Uma verdadeira aula de história musical.

 

Esse texto também foi publicado no jornal O Fluminense