Um Ogro em Paris – parte III – Baguetes, pães bundados e a Torre Eiffel

Paris não é apenas a capital da alta gastronomia. Nem só de escargots e codornas vive o francês e, principalmente, o turista que passeia pelas ruas dessa cidadezinha. Na verdade, a baixa gastronomia parisiense é riquíssima. Principalmente se considerarmos que pães e patês podem se encaixar na definição de baixa gastronomia.

Os pães são fantásticos e a variedade de formatos e sabores se multiplicam em qualquer esquina. Por um acaso, estava hospedado perto da padaria que venceu o concurso de melhor baguete de 2011 e que ganhou o direito de fornecer seus produtos ao presidente! Porém, qualquer padaria tem suas qualidades. Dá vergonha dos pães vendidos no Brasil e daquilo que chamamos de Pão Francês. Poucas coisas são menos francesas.

Quem anda por Paris e tem pouco tempo (e dinheiro) para restaurantes, refeições completas e (argh) não aceita apelar para os McDonalds da vida, deve aproveitar os sanduíches feitos com os muitos queijos, frios e até atum (além de ovos, tomate, alface, etc), que são vendidos em praticamente qualquer lugar, por preços que variam entre 3 e 7 euros (algo como R$ 9 e R$ 21). Os sandubas (os mais caros não são necessariamente os mais gostosos) servem como almoço ou lanche da tarde, não deixando espaço para os kebabs locais. Os preços variam mais pelo local onde você está do que pelo sabor do sanduba.

Outra boa opção são as queijarias. Com sorte você vai esbarrar em alguma onde encontrará não apenas dezenas, mas centenas de queijos diferentes. Acredite, são mesmo diferentes. Não importa se de leite de cabra, de vaca, se duros, macios, temperados, apimentados ou apenas diferentes. Encontrar várias dessas lojas por Paris é enlouquecedor, mas encontrar A LOJA é recompensador. Difícil é escolher quais queijos provar ou trazer.

Ia falar sobre a Torre, certo? Ok!

A Torre Eiffel é linda. Grande, imponente, cercada por dois lindos jardins (ótimos para picnics). Dizem que ela pode ser vista de qualquer lugar de Paris, mas isso não é verdade (o Louvre é mais presente que ela na cidade). Verdade é que a primeira visão a gente nunca esquece e ir até o seu topo é algo similar a subir o Empire State. Jantar em um dos restaurantes da Torre é outro programa imperdível para os turistas, mesmo que alguns especialistas digam que a cozinha não é das melhores (mentira). Afinal, estamos lá para curtir o visual e a comida (boa) vira coadjuvante.

As filas

Prepare-se. Nos meses (e dias) de sol a fila para subir nos elevadores (há – para os masoquistas – a opção de subir pelas escadas) é inacreditavelmente grande e desanima. Para evitar isso, compre seu ticket com antecedência pela internet. A entrada é diferente e a espera é quase inexistente. Uma vez lá dentro, novamente, aja como o turista que é: fotografe, babe com a vista e grave na memória cada segundo da visita.

Faltou o pão bundado. Simples: compre um baguete, entregue para o companheiro de viagem e descubra que ele sentou no pão durante toda a viagem de metrô. Uma dilíça!

PS: Para se locomover em Paris dê preferência ao metrô (menos bonito, mas muito mais rápido que os ônibus), mas prepare-se para longas caminhadas por debaixo da terra. Há uma estação na qual você sobe duas escadas rolantes, desce uma escada convencional, passa por duas esteiras rolantes e anda mais um bom trecho antes de chegar na conexão para uma outra linha. Um ótimo exercício.

Caso queira dicas mais específicas ou indicações de sites, lojas e restaurantes, entre em contato deixando um recado.

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Um ogro em Paris – Parte I

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