Enquanto não chega o novo CD dos Beach Boys…

…vamos ouvindo uma versão de Do it Again e um trecho do novo single.

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Uma noite para relembrar os sucessos do Supertramp

Roger Hodgson, ex-vocalista e principal compositor da banda, toca nesta segunda-feira no Vivo Rio e promete um passeio por todo o seu passado musical

Muitos não ligam a figura daquele jovem (hoje um senhor) cabeludo com a voz aguda que era facilmente ouvida nas rádios durante meados da década de 70 até o início dos anos 80. Roger Hodgson, principal compositor e vocalista do Supertramp, volta ao Rio para um único concerto nesta segunda-feira, no Vivo Rio, da sua Breakfast in America Tour. Autor de sucessos como The Logical Song, Dreamer, It’s Raining Again e Take the Long Way Home, Hodgson sobe novamente ao palco da casa de espetáculos do Aterro do Flamengo, depois de quatro anos, quando realizou um dos melhores concertos que a casa de espetáculos já recebeu, o que lhe rendeu uma série de pedidos para voltar, em posts e listas nas redes sociais.

A série de elogios que vem recebendo por suas apresentações fez com que o multi-instrumentista lançasse um disco ao vivo – Classics Live -, uma espécie de greatest hits, onde quatro das dez canções foram gravadas em uma de suas passagens pelo Brasil (em Belo Horizonte, em 2010, para ser mais preciso).

Para a alegria dos fãs, Roger não se sente desconfortável em tocar os sucessos do Supertramp, já que todas elas são creditadas ao duo Roger Hodgson/Rick Davies, fruto de um acordo nos moldes feitos por outra famosa dupla de compositores, Lennon/McCartney, o que acaba confundindo o público e deixando dúvidas sobre a sua inclusão no setlist do show.

“Eu não penso nas minhas canções como sendo músicas do Supertramp. Elas são minhas. Canções como Dreamer, It’s Raining Again e Two of Us foram escritas na minha adolescência, antes de encontrar Rick e formar o Supertramp. Essas canções são meus bebês e eu adoro tocá-las nos meus shows”, explica Hodgson.

Ele aproveita até para esclarecer a sua saída da banda.

“Quando deixei o Supertramp, em 1983, eu segui o meu coração, que me dizia para construir um lar e cuidar da minha família. Eu queria estar ao lado dos meus filhos enquanto eles crescessem. Dediquei 14 anos da minha vida ao Supertramp e havia chegado a hora de focar na minha família e não na minha carreira. Ao contrário do que as pessoas pensam, não deixei o grupo por que queria seguir uma carreira solo ou pelos problemas entre Rick e eu”, conta.

Só quando seus filhos já estavam crescidos que Roger decidiu voltar a estrada. Primeiro como membro da All Starr Band, de Ringo Starr e, desde 2004, como artista solo. Seus discos – In the Eye Of The Storm (1984), Hai Hai (1987), Rites of Passage (1997), Open the Door (2000) e o recente Classics Live, além do DVD Take The Long Way Home – Live In Montreal (2006) – receberam críticas elogiosas e mantêm a marca da genialidade que sempre caracterizou o compositor.

Nesta turnê, Hodgson vem acompanhado por Aaron Macdonald (Saxofones, Harmônica, Teclados e Backing Vocals), Bryan Head (Bateria), Kevin Adamson (Teclados e Backing Vocals) e David J Carpenter (Baixo e Backing Vocals), uma formação entrosada e com todas as características do antigo grupo de Roger, que se divide entre o Piano, Violão e Teclados.

Serviço

Roger Hodgson
Local: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Data: 30 de abril
Horário: 22h
Preços: Entre R$ 180 e R$ 350



Mulheres solteiras são as que mais comem chocolate no país, diz Ibope

Do total, 79% delas disseram ter comido o produto na última semana. Pesquisa ouviu 20.736 pessoas entre agosto de 2010 e agosto de 2011.

As mulheres solteiras são as que mais consomem chocolate no país, segundo pesquisa do Target Group Index, do Ibope Media, divulgada nesta quarta-feira (4). O levantamento apontou que 79% das entrevistadas com este estado civil declararam ter consumido o produto nos últimos sete dias.

Foram ouvidas 20.736 pessoas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília, além de moradores de cidades do interior de São Paulo e das regiões Sul e Sudeste.
saiba mais

Segundo o Ibope, o  número de pessoas entrevistadas nas cidades representa os cenários de cada uma delas. Na metodologia, o instituto entrevistou pessoas de ambos os sexos das classes AB, C e DE com idades entre 12 e 75 anos.

O levantamento também apontou que as mulheres são responsáveis por 55% do consumo de chocolate e os homens, por 45%. Desses, 67% dos que têm filhos em casa consomem o produto, mas quem não tem filho em casa come mais chocolate (69%). O instituto identificou que 75% dos solteiros consumiram chocolate nos últimos sete dias e 64% dos casados fizeram a mesma afirmação.

Por cidade, o estudo mostra que 73% dos moradores de Brasília declararam ter consumido chocolate nos últimos sete dias. Os brasilienses são os que mais comem o produto.

Fonte: G1

Segundo a pesquisa, 81% dos jovens (12 a 24 anos) e despreocupados (solteiros ou separados, que não são responsáveis diretos por outros moradores do domicílio) foram os que mais declararam ter consumido chocolate.

A (má) cobertura jornalística de Paul McCartney em Recife

Paul McCartney sempre foi um ótimo alvo para críticos e jornalistas que gostam de aparecer. Seu pouco engajamento político, suas tolas canções de amor e aquele jeitão boa gente sempre sofreram críticas – algumas delas justas – que, na sua maioria tinham sempre cheiro de recalque ou marketing pessoal.

Os shows do ex-beatle no Recife em 2012 foram mais uma vez desculpa para coleguinhas que quiseram ter seu momento de fama. O pior, aparecer, mas sem se preocupar em, no mínimo, dar informações corretas. O que teve de gente colocando músicas que não foram tocadas no show foi uma festa.

Geralmente eu não cito ninguém de forma específica, mas Paul McCartney é um assunto que me tira do sério e tenho que dizer que fiquei impressionado com um texto publicado no UOL, que é um verdadeiro show de horrores. Não conheço a pessoa que escreveu, mas espero que seja uma estagiária ainda com tempo de aprender e que a publicação tenha passado pelos editores por conta do horário.

Assim como uma outra expert disse que Roger Waters era apenas o ex-baixista do Pink Floyd, a autora do texto sobre o show de McCartney mostrou que não tinha a menor condição de fazer a cobertura. Ela não sabia nada sobre o artista (mas poderia ter pesquisado), não sabia nada sobre a turnê (mas poderia ter pesquisado) e não sabe nada sobre como são shows de rock (mas poderia ter pesquisado).

Vamos lá:

É inadmissível errar o nome dos grupos pelos quais Paul passou – até porque foram apenas dois. “The” Wings (?????)! De onde saiu esse “The”?;

Usar as informações que o artista deu no palco e usar como verdade absoluta é outro erro primário. As canções inéditas – além de The Night Before, citada por Macca – foram: My Valentine, Junior’s Farm e Maybe I’m Amazed (informação que talvez nem Macca soubesse). A tríade – lá vem a mania de querer parecer inteligente – que fecha o disco Abbey Road ele já havia tocado em 1990!, fato que pode ter sido ignorado pela grande distância geográfica do Rio para os outros estados brasileiros;

“Paul ainda entregou toda sua simpatia a cinco mulheres que subiram ao palco para conhecê-lo, escolhidas por meio de uma promoção do programa “Fantástico”, levantou a bandeira de Pernambuco no bis e chamou a plateia de “povo arretado”, levando ao êxtase os “recifianos”, como ele também os nomeou”, diz o texto. Minha filha, as pessoas escolhidas para irem ao palco não participam de promoção alguma. São escolhidas ao acaso;

Outro erro absurdo é não ter noção das tribos que povoam qualquer show de rock, seja ele do U2, Iron Maiden, Roger Waters ou Paul McCartney. Há os fãs que cantam tudo, os fãs que não conseguem cantar de emoção, os que cantam alto (e desafinado, sempre), os que batem papo e os que preferem ficar perto do bar e dos banheiros, enchendo a cara de cerveja. Dizer que tinha gente tirando foto durante o show ou conversando, como se isso fosse algo extraordinário é de uma falta de ambientação impressionante. Quem escalou essa pessoa?;

Update (29 de abril): O texto reclama das filas em caracol do lado de fora do estádio. Só mesmo uma novata em shows não saberia que isso acontece não apenas no Brasil mas em qualquer país do mundo! Ou será que alguém imagina ser possível colocar 30, 40 ou 50 mil pessoas em fila iindiana?;

Por fim, informação errada. Dizer que em Paul havia tocado em São Paulo e Porto Alegre (2010) e que fãs aguardavam desde o show na capital paulista, é dose. Primeiro porque Porto Alegre começa com P, enquanto São Paulo com S. Sendo assim, pelo alfabeto, Porto Alegre deveria vir antes. Mas, se fosse o caso, Porto Alegre viria primeiro porque o show lá foi feito antes do realizado na outra cidade.

Enfim, o que não faltou foram textos ruins e com erros sobre a nova passagem de Paul pelo Brasil.

Na boa, dá raiva. Ainda bem que tive uma semana para me acalmar e não escrever nada acima do tom aceitável.

A infraestrutura de Recife para os shows de Paul McCartney (21 e 22 de abril de 2012)

Um grande show de rock no Nordeste era uma grande incógnita para a maioria das pessoas (produção, artista e público). A parada da turnê On the Run, de Paul McCartney, no Recife (dias 21 e 22 de abril) preocupou e, que me perdoem meus amigos pernambucanos e recifenses, mostrou que a cidade ainda precisa melhorar muito para abrigar um evento desse porte.

Logo ao chegar ao bom aeroporto já encontramos o primeiro problema. Os pontos de ônibus eram mal sinalizados, ficavam em uma área onde era preciso caminhar por calçadas estreitas e esburacadas e – o mais bizarro – para se ir até Boa Viagem era preciso embarcar em um coletivo chamado Aeroporto. Assim, para sair do aeroporto de Recife (o único da cidade) você precisa pegar um ônibus que vai para lá mesmo. Um circular que não diz por onde vai passar. Ruim para os turistas!

Depois, tivemos o trânsito. No início da tarde de sexta-feira ele era digno dos encontrados no Rio e São Paulo, sendo que as ruas da cidade são mais estreitas e o número de habitantes bem menor do que os das capitais do Sudeste. O trajeto aeroporto-Boa Viagem durou mais de 1 hora, quando deveria ser de aproximadamente 15 minutos.

O calor – era um sol para cada um – era característico do Nordeste e incomodou sempre que não se podia estar na praia, na piscina ou em um ambiente com ar condicionado. Ponto para a cidade!

Voltando ao que interessa, a organização no estádio foi bastante boa, embora o Arruda não seja lá muito bem localizado, assim como todos os que já foram lá sabem das dificuldades para se chegar ao Morumbi. Uma nova arena está sendo construída, mas, segundo os próprios moradores, é loooonnge, o que só aumenta a preocupação em relação ao retorno. No Arruda, as filas de ônibus eram gigantescas e a quantidade de táxis bem abaixo do necessário. Além disso, o serviço de vans particulares precisa ser um pouco mais profissional.

Outro detalhe que os responsáveis por eventos podem rever são os contratos com os fornecedores de comidas e bebidas dentro dos estádios.  No Arruda, as únicas bebidas vendidas eram da marca Schincariol, que pode funcionar para jogos de futebol, mas não combina com um evento onde há ingressos que podem ultrapassar os US$ 1 mil.

O balanço final, apesar dos problemas (comuns a quase todas as cidades brasileiras), foi positivo. A simpatia dos recifenses dissipou quase todas as pendências, embora algumas sempre fiquem não resolvidas.

Até a próxima!

Fotos: Marcos Hermes/Divulgação

Paul McCartney no Recife – 22/4/2012 – A Crítica

O segundo show de Paul McCartney no Recife desde o começo foi marcado por muitas dúvidas, já que seu anúncio foi feito mesmo sem que o primeiro dia tivesse seus ingressos esgotados. Para compensar, o Governo de Pernambuco distribuiu cerca de 2 mil ingressos entre os seus servidores e a organização modificou a configuração do estádio, diminuindo a pista prime e as arquibancadas, dando a impressão que o estádio estava lotado.

O sol continuou brilhando na capital pernambucana, o forte calor continuava castigando o Recife, o que fez com que Sir Paul, que desceu de sua suíte por volta das 14h20 para se exercitar na academia do hotel onde estava hospedado dizendo Good Morning”, atrasasse mais uma vez a sua saída para a passagem de som.

Com filas menores e bem menos tumulto que na noite anterior, o Arruda pareceu mais confortável, mas ainda assim mostrou que ainda precisa de muitas mudanças para receber um evento desse porte.



Soundcheck de graça e pontualidade britânica

O menor público para o show também se refletiu no número de pessoas que pagou o exorbitante preço do ticket Vip Hotsound, que dá direito a um almoço vegetariano, assistir a passagem de som e entrar no estádio antes da abertura dos portões para os mortais. Para compensar o pouco público (normalmente limitado a 200 pessoas) e não deixar Sir Paul constrangido, a organização decidiu liberar o soundcheck para os 50 primeiros da fila da pista Premium. Pode até ter sido simpático, mas eu pediria meus mais de US$ 1 mil de volta, caso tivesse pagado pelo ingresso.


Mas, apesar do atraso na saída do hotel e na abertura dos portões, Paul e banda entraram pontualmente às 21h30 no palco, aparentando menos sofrimento com o calor do que na noite anterior. O set teve pequenas modificações e foi aberto com Hello Goodbye, causando certa tristeza nos fãs mais hard core que torciam pela dobradinha Venus and Mars/Rockshow, seguida pela sempre presente Jet. De resto, a inclusão de Drive My Car (no lugar de Got to Get You Into My Life), I’ve Just Seen a Face (substituindo Things We Said Today) e, a grande surpresa, I Saw Her Standing There (que deixou de fora Helter Skelter).

As mudanças, principalmente a inclusão de I Saw Her Standing There, foram, provavelmente, fruto da satisfação com o público da noite anterior, assim como aconteceu na segunda noite do Engenhão, em 2011.

E Paul deve ter ficado satisfeito com as surpresas preparadas pela platéia, apesar do maior número de pessoas presentes apenas por terem ganho um ingresso. Foram levantadas máscaras com carinhas de várias fases de Macca (no sábado) e – o mais legal, na minha opinião –  cartazes com os nomes dos membros da banda, que foram mostrados durante a execução de Band on the Run, e que arrancaram sorrisos e muitos agradecimentos dos músicos. Eles (e nós) ganhamos a noite com essa brincadeira. Também houve a delicada homenagem para dois dos amores de Paul: Nancy (sua atual mulher) e Linda (sua eterna companheira).


A voz de Paul pareceu não sentir as várias horas de cantoria, mas ficou claro que ele falava e interpretava em um volume mais baixo que 2010, por exemplo. Aliás, a qualidade do som desta segunda apresentação superou em muito a noite de estréia. Ponto para Pablo e toda a equipe responsável pelo que saia das caixas de som do estádio.

Fim de espetáculo e a tradicional chuva de papel picado se misturou a chuva real, que serviu para lavar a alma dos fãs que se deslocaram de várias partes do País para assistir ao maior compositor do século XX e, provavelmente, do século XXI também.

O setlist

Hello, Goodbye
Junior’s Farm
All My Loving
Jet
Drive My Car
Sing the Changes
The Night Before
Let Me Roll It
Paperback Writer
The Long and Winding Road
Nineteen Hundred and Eighty-Five
My Valentine
Maybe I’m Amazed
I’ve Just Seen a Face
And I Love Her
Blackbird
Here Today
Dance Tonight
Mrs. Vandebilt
Eleanor Rigby
Something
Band on the Run
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back in the U.S.S.R.
I’ve Got a Feeling
A Day in the Life
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude

Bis:

Lady Madonna
Day Tripper
Get Back

Bis 2:

Yesterday
I Saw Her Standing There
Golden Slumbers
Carry That Weight
The End

Fotos: Marcos Hermes e Adriano Ferrari

Cauby cantando de maneira cruel

Um dos maiores cantores do Brasil, Cauby Peixoto, já foi rotulado de brega, já foi ídolo das massas (principalmente das mulheres) e já teve altos e baixos. Tudo, porém, sem nunca deixar de interpretar suas canções com o glamour, brilho e paetês que consagraram o seu estilo.

As caixas – produzidas e distribuídas pelo selo Discobertas – chamam-se simplesmente Cauby!… (Vol. 1) e … Cauby! (Vol. 2), trazem álbuns lançados originalmente entre 1968 e 1986, uma fase que encontrou o cantor em um momento de transição, quando seu canto foi considerado ultrapassado, até o ressurgimento em grande estilo com a gravação de Cauby! Cauby! (1980).

Depois do grande sucesso na década de 50, Cauby se viu meio perdido no fim dos anos 60 e 70. Foram vários os lançamentos, vários produtores e muitas tentativas em gravações de todos os estilos (sambas, boleros, tangos, etc). O resultado foram discos irregulares, onde sempre havia um ou outro grande momento, mas não conseguiram repetir o sucesso popular do seu auge. Esse panorama é mais visível nos discos editados na primeira caixa – Um drink com Cauby e Leny (1968), O Explosivo (1969), El Explosivo (1969), Raridades (1967/1971), Superstar (1972) e Cauby (1976).

Mesmo com a qualidade inconstante dos álbuns, há momentos memoráveis, como a interpretação de Zingara – canção vencedora do Festival de San Remo e que ganhou versões em português e espanhol -, uma nova gravação de Conceição (registrada no início dos anos 70) e Rei dos Ladrões. Nas demais gravações, mesmo quando o repertório ou os arranjos não ajudavam, Cauby mantinha a intensidade e brilho que o caracterizam.

A segunda caixa, com lançamentos entre 1979 e 1995 – Cauby Peixoto (1979), Cauby! Cauby! (1980), Estrelas Solitárias (1982) Cauby! (1986) Cauby canta Sinatra (1995) e Raridades vol. 2 (1972/1976) – já traz a redescoberta do artista, que voltou aos holofotes e reencontrou o sucesso, principalmente devido à faixa Bastidores e ao seu refrão: “Cantei, cantei, como é cruel cantar assim”, que se tornaram tão importantes para o cantor quanto Conceição foi na primeira fase de sua carreira.

Destaque também para Cauby canta Sinatra, onde divide o microfone com gente do calibre de Gal Costa, Ney Matogrosso, Dionne Warwick, Rosa Maria, Gilberto Gil e Caetano Veloso, recriando canções que foram imortalizadas pela “Voz”. Alguns momentos desse disco são memoráveis, como o dueto com Rosa Maria em The Lady is a Tramp, enquanto outros – principalmente Cheek to Cheek, com Caetano Veloso – pecam pelos excessos dos intérpretes.

Os discos de raridades são cerejas de um bolo. Com faixas gravadas em projetos paralelos e compactos lançados pelo cantor, comprovando que Cauby tentava encontrar seu caminho após o surgimento do rock e da bossa nova.

Os CDs, que vêm com encartes originais, fichas técnicas e notas escritas pelo jornalista Rodrigo Faour, autor de uma biografia do cantor, devolvem aos fãs a chance de reencontrar os trabalhos de Cauby com um tratamento ainda inédito em qualquer mídia, mesmo o bom e velho vinil.

Cauby!… (Vol. 1) e … Cauby! (Vol. 2) são um verdadeiro trabalho de garimpo musical para colocar em perspectiva a carreira de uma das mais belas vozes já aparecidas no Brasil.

Os Vingadores – A Crítica

Os Vingadores entra no circuito nacional em esquema “arrasa-quarteirão” e cria equipe de heróis desajustados para lutar contra uma ameaça de outro mundo

Os Vingadores, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (27 de abril), é uma superprodução que reúne vários heróis das histórias em quadrinhos da Marvel e que vêm sendo transportados para a telona nos últimos anos. Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Hulk (Mark Ruffalo), Thor (Chris Hemsworth), Capitão América (Chris Evans), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), se juntam a Nick Fury (Samuel L. Jackson) para criar uma equipe de heróis desajustados para lutar contra uma ameaça de outro mundo.

O projeto, que poderia se transformar em um grande fracasso, acaba produzindo o melhor filme baseado em quadrinhos jamais feito – posto ocupado até então pelo primeiro Homem de Ferro. O longa tem tudo para agradar aos fãs de ação, de quadrinhos, além de servir como uma ótima comédia. Um blockbuster imediato.

A história gira em torno de Loki (Tom Hiddleston), irmão de Thor, que se une com uma raça alienígena para invadir e tomar a Terra, usando para isso o Tesseract, o cubo com poderes mágicos que apareceu com o Caveira Vermelha, vilão do filme Capitão América – O Primeiro Vingador. Nesse momento, a S.H.I.E.L.D resolve retomar o Projeto Vingadores, juntando um improvável grupo de heróis para defender o planeta.

O primeiro encontro de Hulk, Thor, Homem de Ferro e Capitão América é desastroso. Egos e personalidades diferentes levam os protagonistas a embates e discussões hilárias, muito bem costuradas pela direção segura do diretor/roteirista Joss Whedon, que conseguiu equilibrar o peso de cada um dos heróis – todos têm um espaço igual na trama e histórias paralelas – e criar um filme que vai agradar em cheio ao público de todas as idades.

Um dos trunfos do longa é ficar livre da obrigação de ter de explicar a origem de cada um dos heróis, partindo logo para a história, que é contada de maneira fluida nas suas quase 2h30 de duração. Como a origem de cada um dos principais heróis já foi contada em seus filmes individuais, agora é esperar pelos longas do Gavião Arqueiro e da Viúva Negra, sem contar com a terceira aventura do Homem de Ferro.

Os eventos que levam o grupo a se unir e agir como um time merecem ficar em segredo e só serem desvendados pelos espectadores lá, no escurinho do cinema. Cada história e personagem ganha espaço para ser desenvolvido sem que haja uma cena de pancadaria a cada 2 minutos.

As cenas de batalha, que mais uma vez têm Nova York como pano de fundo, usam efeitos especiais na medida certa e comprovam o acerto na escolha dos atores que interpretam os personagens. Até mesmo o novato no mundo dos heróis de quadrinhos Mark Ruffalo consegue um desempenho excelente, se encaixando perfeitamente na história e deixando a sensação de que O Incrível Hulk finalmente encontrou seu alter-ego.

Infelizmente, a cópia mostrada para a imprensa foi em 2D, mas quem puder deve procurar um cinema em 3D, porque muitas das cenas devem ganhar impacto com este recurso.

Mas não são apenas os heróis que merecem destaque. Tom Hiddleston está impecável na pele de Loki (melhor até que no filme de Thor) e acaba criando um vilão que chega a ser simpático de tão mal. Uma personalidade extremamente familiar, encontrada na maioria dos psicopatas e serial killers espalhados pelo mundo. Um personagem digno dos CSI ou Criminal Minds, da vida.

O longa também põe mais pressão sobre um possível longa da Liga da Justiça, reunindo heróis da DC, que, embora controlada pela mesma empresa (a Disney), sempre foi concorrente da Marvel no mundo dos quadrinhos.

Os Vingadores é um filme que já nasceu clássico. Grandioso e com todos os bons elementos das HQs, em alguns momentos até mesmo nos enquadramentos, é diversão garantida para todos. Deverá ser um dos campeões de bilheteria do ano e, provavelmente, ignorado pelo Oscar.

Texto também publicado no Jornal O Fluminense

Adeus, Dicró – O Último dos Malandros

Morreu na noite desta quarta-feira, em Magé, o sambista carioca Dicró. O cantor e compositor passou mal em casa, depois de uma sessão de hemodiálise, e foi levado ao hospital, mas sofreu um infarto e não resistiu.

Carlos Roberto de Oliveira, nome de batismo do sambista, tinha 66 anos, mais de 30 dedicados à música. Ele era conhecido pelos sambas bem humorados e pelas parcerias que fez com Moreira e Bezerra da Silva, formando o trio dos malandros, que chegou a gravar um CD em 1995.

Dicró gravou vários discos – A Hora e a Vez do Samba (1977), Barra Pesada (1978), Dicró (1979), Dicró (1980), O Professor (1981) e Dicró no Piscinão (2002) – e emplacou sucessos como A Rima. Nos últimos anos, comandava rodas de samba em seu quiosque no Piscinão de Ramos e vendia seus CDs pelas ruas do Rio, principalmente no Largo da Carioca.

“A gente tem que se virar. Malandro não pode morrer de fome”, dizia.

Dicró sofria de diabetes e insuficiência renal.

Confira alguns sucessos do sambista

Texto também publicado no jornal O Fluminense

José Carlos Araújo anuncia saída da Rádio Globo após mais de 40 anos na emissora

Mais uma grande perda para o Sistema Globo de Rádio, que perde o melhor locutor esportivo do Brasil

O locutor esportivo José Carlos Araújo vai deixar a Rádio Globo do Rio de Janeiro, emissora em que trabalha há 42 anos. O “Garotinho”, como também é conhecido, informou que encerrará seu ciclo na empresa no dia 13 de maio. Ele confirmou a decisão na manhã desta quarta-feira, 25, ao Cheni no Campo, blog editado pelo jornalista Anderson Cheni.

À página produzida por Cheni, Garotinho afirma que sua saída do Sistema Globo de Rádio não tem quaisquer relações com situação financeira, mas que após mais de quatro décadas no mesmo emprego, chegou à conclusão de que está na hora de novos desafios. “Não foi fácil, mas me seduzi pela proposta de um novo projeto”, garante o narrador carioca.

Com a decisão de José Carlos Araújo, a direção do Sistema Globo de Rádio informa que foi comunicada da saída do locutor na tarde dessa terça, 24. A emissora agradece o desempenho do profissional e ressalta que ele se notabilizou como um dos principais narradores do País. “Desejamos sucesso em sua nova empreitada profissional”, diz a empresa.

O Cheni no Campo também publica, com exclusividade, que José Carlos Araújo fechou contrato com a Bradesco Prime, emissora customizada mantida em parceria do banco com o Grupo Bandeirantes de Comunicação. O Garotinho é contratado da Band, emissora na qual apresenta o ‘Jogo Aberto Rio’ desde 2007. A rádio deve ser lançada ainda neste semestre.

Fonte: Comunique-se

Paul McCartney leva a sua Disneylândia Musical para o Nordeste – 21/4/2012 – A crítica

Baseando seu show na força de suas canções, o ex-Beatle, que nunca foi um animal político, dispensou mensagens profundas ou protestos. O que McCartney queria (e conseguiu) foi deixar seu público feliz

Nada de mensagens políticas, grandes coreografias, atos teatrais ou afetações de estrela. Paul McCartney iniciou sua passagem pelo Brasil da turnê On the Run neste sábado no Estádio do Arruda, em Recife, com uma apresentação emocionante para o público local, que pela primeira vez teve a oportunidade de ver e ouvir o autor de clássicos como Yesterday.

Paul, que vem ao Brasil pelo terceiro ano consecutivo – esteve em Porto Alegre e São Paulo, em 2010, e no Rio em 2011 – trouxe a sua Disneylândia musical para o público do Nordeste do país. Em mais de 2h30 de uma verdadeira maratona musical foram muitos os momentos nos quais era fácil ver lágrimas saindo dos olhos de avôs, pais e filhos. As mais de 30 canções que McCartney apresentou cobriram as cinco décadas de carreira, com canções dos Wings (seu grupo nos anos 70), da carreira solo e, claro, dos Beatles.

Baseando seu show na força de suas canções, o ex-Beatle, que nunca foi um animal político, dispensou mensagens profundas ou protestos. O que McCartney queria (e conseguiu) foi deixar seu público feliz, cantando praticamente todas as músicas apresentadas.

Se revezando entre baixo, guitarra, violão, piano, ukulele e mandolin, Macca mostrou que aos quase 70 anos – que serão completados em 18 de junho – ainda tem muito para ensinar a várias astros teen e contemporâneos que fazem concertos com menos de 2h de duração, seja por preguiça ou por falta de um bom repertório.

A banda – Rusty Anderson e Brian Ray (guitarras e beixo), Paul “Wix” Wickens (teclados e percussão) e Abe Laboriel Jr (bateria, vocais e dança) – acompanha Paul já faz dez anos e toca, literalmente, por música. Os anos na estrada poderiam tirar a espontaneidade das interpretações, mas em um show do tamanho desse, os espaços para surpresas são sempre escassos, valendo sempre mais a competência dos músicos. Do primeiro acorde de Magucal Mystery Tour até o clássico fim com o medley do disco Abbey Road e a antológica e profética frase “No fim, o amor que você recebe é igual ao que você produziu”* (And in the end, the Love you take is equal to the Love you make), todos os acordes solos e eventuais erros deixam a certeza de que você esteve diante de um ser diferente, genial e ao mesmo tempo humano. Um músico que toca música, sem playbacks.

*Tradução livre

Sol e atraso na abertura dos portões

Porém, nem tudo foi perfeito. Segundo informações não oficiais, Paul, para fugir do sol de Recife, atrasou a saída do hotel, a passagem de som e a abertura dos portões do Arruda, deixando o público impaciente nas longas filas do lado de fora do estádio.

Povo Arretado

Se para quem nunca havia assistido Paul ao vivo a maratona musical era uma grande novidade, quem já havia assistido algum concerto de Macca nos últimos anos foi brindado pela inclusão de canções jamais tocadas no nosso país, como a recente My Valentine – escrita para a atual esposa Nancy e gravada no último trabalho (Kisses on the Bottom) -, The Night Before (do disco Help), Junior’s Farm (compacto de sucesso lançado em 1974 com os Wings) e Maybe I’m Amazed (clássico de seu primeiro disco solo, de 1970, e que inexplicavelmente sempre ficou de fora de seus nove shows anteriores no Brasil).

Simpático, Macca falou várias vezes em português, perguntando se estava “tudo ótimo?”, saudando os “pernambucanos” e dizendo que eram um “povo arretado”. Tudo naquele  sotaque que lembra o papa falando em idiomas que não domina.

Veja o que Paul tocou

Magical Mystery Tour
Junior’s Farm
Jet
Got to Get You into My Life
Sing the Changes
The Night Before
Let Me Roll It
Paperback Writer
The Long and Winding Road
Nineteen Hundred and Eighty-Five
My Valentine
Maybe I’m Amazed
Things We Said Today
And I Love Her
Blackbird
Here Today
Dance Tonight
Mrs. Vandebilt
Eleanor Rigby
Something
Band on the Run
Yellow Submarine
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back in the U.S.S.R.
I’ve Got a Feeling
A Day in the Life / Give Peace a Chance
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude

Bis:

Lady Madonna
Day Tripper
Get Back

 Bis 2:

Yesterday
Helter Skelter
Golden Slumbers
Carry That Weight
The End

Fotos: Marcos Hermes e Pedro Carillo / Divulgação

Lucro da Google cresce 61%, mas valor pago por anunciantes cai

O lucro da Google cresceu 61% no primeiro trimestre, mas o “custo por clique” médio pago pelos anunciantes caiu pelo segundo trimestre seguido, divulgou a empresa.

No trimestre, terminado em 31 de março, o lucro foi de 2,89 bilhões de dólares, acima dos 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2011. A receita foi de 10,65 bilhões de dólares, aumento de 24% sobre o mesmo período do ano passado.

Já o custo médio por clique, valor que os anunciantes pagam à Google quando os usuários clicam em seus anúncios, caiu 12% na comparação ano a ano. No último trimestre a queda foi de 8%.

Por outro lado, o número total de cliques pagos em seus anúncios continua a aumentar, no entanto. No primeiro trimestre, o crescimento foi de 39% se comparado ao ano anterior.

A companhia também anunciou uma engenharia contábil que irá aumentar o volume de suas ações no mercado, sem reduzir o poder de voto de seus administradores.

A empresa criará um novo tipo de ação “sem direito a voto”, a ser listada na bolsa de valores Nasdaq. As ações adicionais que serão concedidas a cada acionista não irão aumentar seu poder de voto.

Em uma carta aos acionistas, a Google reconheceu que o movimento pode não ser bem recebido. “Mas, depois de cuidadosa consideração com nosso conselho de administração, decidimos que essa abordagem representa os melhores interesses da empresa, nossos acionistas e usuários”, diz o comunicado.

Fonte: Computerworld

Lionel Richie em duetos country

Tuskegee traz releituras de sucessos

O hitmaker, baladeiro e ex-vocalista dos Commodores, Lionel Richie, rebobina alguns de seus sucessos em versões onde divide os vocais com astros da música country norte-americana. O resultado é um pouco confuso. Como disco de duetos, Tuskegee (Universal) – nome da cidade onde o compositor nasceu – funciona bem, mas como disco country, nem tanto.

Afinal, não é fácil dar nova identidade musical para canções tão marcantes no pop como All Night Long, Easy ou Hello. Infelizmente, Lionel e seus produtores não conseguiram ultrapassar esse obstáculo. A maioria das faixas mantém o clima das gravações originais, sejam as baladas, as canções soul ou as dançantes. Os arranjos utilizam um banjo aqui, uma steel guitar ali ou uma gaita acolá, mas nada que transforme as músicas em algo parecido com algum dos sabores do verdadeiro country. Nem mesmo o bom dueto com Willie Nelson em Easy muda o panorama do trabalho. Talvez o resultado mais próximo do imaginado pelo artista tenha acontecido em Angel, faixa que fecha o disco em uma parceria com Pixie Lott.

A voz de Richie dá uma escorregada ou outra – coisas da idade -, mas ainda mantém o timbre característico que dominou as FMs nos anos 80. Os convidados são de primeira linha – nomes como Kenny Rogers, Blake Shelton e Shania Twain, além do já citado Willie Nelson, entre outros –, mas a força das versões originais impede um resultado mais profundo. No fim, Tuskegee é um disco que usa o repertório como pilar. Uma boa coleção de regravações de clássicos de Lionel Richie.

DVD apresenta um Tom Petty e os Heartbreakes em ótima forma

Repertório é composto por canções próprias, algumas regravações e tem a companhia de sua fiel banda, que o acompanha desde meados da década de 1970

O guitarrista/cantor/compositor Tom Petty é uma unanimidade no rock/pop, com sua mistura que lembra Bob Dylan e Beatles – não por acaso formou com Dylan, George Harrison, Jeff Lynne e Roy Orbison o grupo The Traveling Wilburys, no fim da década de 80 e início dos anos 90. Neste DVD Tom Petty and the Heartbreakes – Live USA (Coqueiro Verde), Tom é acompanhado por sua fiel banda desde meados dos anos 70.

O show, gravado em 2003, traz Petty e os Heartbreakes – Mike Campbell (guitarra solo), Ron Blair (baixo), Benmont Tench (teclados), Scott Thurston (guitarra, gaita, teclados e backing vocals) e Steve Ferrone, que já esteve no Brasil acompanhando Eric Clapton, (bateria) – em grande forma e um repertório matador, com canções da carreira solo de Petty – como o ótimo Full Moon Fever -, dos Traveling WilburysVolumes 1 e 3 – e, claro, de seus discos com os Heartbreakes.

Infelizmente, a transferência da imagem não está das melhores, mas nada que canções como Baby Please Don’t Go, Handle With Care, I Won’t Back Down, Love is a Long Road e You Wreck Me, não possa consertar. A performance é uma das melhores da carreira de Tom Petty e vale a compra.

Tom Petty (ainda) não faz parte da legião de astros internacionais que fogem da crise financeira europeia e vem colecionar moedas desse lado do Atlântico, para a alegria dos que gostam de boa música.

Tomara que uma versão em Blu-Ray seja lançada.

Texto originalmente publicado no jornal O Fluminense em 18 de abril de 2012

Paul McCartney – Montevidéu – Uruguai – 15 de abril de 2012 – A critica

Paul McCartney iniciou sua turnê On the Run pela América do Sul com um concerto em Montevidéu, no domingo, 15 de abril.  Em 2012 ele ainda toca no Brasil (Recife e Florianópolis), México, Paraguai e Colômbia. Tudo isso só no 1º semestre.

Pode ser que alguém comente: “Ele já não veio aqui em 2011?”. Bem, ele veio aqui (ao Brasil) em 2010 também e tomara continue vindo (mas em doses mais homeopáticas, para garantir a saúde de minha sempre combalida conta bancária).

“O maior show da história do Uruguai”, segundo os jornais locais, aconteceu no Estádio Centenário, uma construção antiga, mas que por dentro se mostrou muito mais velha, desconfortável e inadequada ainda. Por sorte a pista vip era com lugares marcados. As cadeiras de plástico quebraram um galhão!


A noite estava super agradável e – tenho que admitir – chegar ao estádio foi fácil. A organização demorou um pouco para abrir os portões (teria sido a duração do soundcheck?), mas havia bastante gente para orientar os fãs até seus assentos.

Sobre a cidade? Gostei tanto que já marquei a minha próxima visita para fevereiro de 2072!

O show

Ah, o show… Bem, considerando que já não sou muito iniciante em termos de concertos de Paul McCartney (foram 8, sendo que 5 deles nos últimos 16 meses), as surpresas seriam poucas, mas valeram a viagem, correria e cansaço.

Nos últimos shows europeus (em março), Paul havia incluído canções ainda inéditas no Brasil (My Valentine, Maybe I’m Amazed, The Night Before e Junior’s Farm) e era essa a expectativa de novidades, além do medley final do disco Abbey Road, que ele havia tocado apenas nos shows do Maracanã, em 1990. E Paul não decepcionou.

Como era o 1º show de Macca em terras uruguaias, era de se esperar um setlist mais comportado, com mais canções conhecidas e poucas (ou nenhuma surpresa). E foi isso mesmo (veja o repertório no fim do post). Com longos 30 minutos de atraso, Paul e banda subiram ao palco para entreter uma platéia um tanto estranha. Não sei se foi por conta dos lugares sentados, do excesso de chimarrão que as pessoas bebem ou dos pesados casacos, o fato é que o público cantava pouco e precisava de incentivo para fazê-lo. Muito mais civilizado, mas muito menos empolgante que as platéias brasileiras, esse comportamento pôde ser sentido no (menor) entusiasmo de Paul e banda.

Os pontos altos

É difícil destacar algum ponto alto em um show de Paul McCartney. A qualidade das canções – sejam elas dos Wings, da carreira solo ou dos Beatles – fala alto e ai tudo vira uma questão de gosto pessoal. Para mim, Junior’s Farm, My Valentine e principalmente Maybe I’m Amazed foram os momentos mais emocionantes, além da sempre tocante Something e a sequência de fotos de Paul e George.

Relembre alguns shows de Paul pelo Brasil

Porto Alegre (2010)
Paul in POA – Soundcheck 7/11/2010
Lembranças em vídeo do show de Paul McCartney em Porto Alegre

São Paulo (2010)
Rio  de Janeiro (2011) – 1º show
Rio  de Janeiro (2011) – 2º show
Rio de Janeiro (2011) – Soundcheck

A voz de Paul não estava em boa forma e a primeira parte do concerto foi cheia de erros, notas não alcançadas e desafinos. Coisas que deveriam ser normais para um senhor de quase 70 anos, mas que nunca notei com tanta intensidade nas apresentações anteriores. Surpreendentemente, na volta para o 1º bis, a voz de McCartney rejuvenesceu e ele segurou bem algumas canções difíceis como Helter Skelter e o medley do Abbey Road.

Vale destacar que o vídeo de My Valentine dirigido por Paul e estrelado por Natalie Portman e Johnny Depp fez sua estreia na turnê. Pode não parecer muito, mas fica registrado na história.

Nesta quinta (19 de abril), Paul toca no Paraguai e nos dias 21 e 22 no Estádio do Arruda, em Recife – onde pretendo completar meus dez shows – e fecha o giro brasileiro em Florianópolis, na quarta, dia 25, na Ressacada. É mais uma chance de misturar turismo com boa música.

PS: Parece que alguns telões foram instalados em algumas cidades do Uruguai (sempre citadas por Paul), mas até agora não apareceram imagens dessas transmissões.

Soundcheck

No sábado à noite Paul fez um soundcheck onde algumas canções novas foram ensaiadas e podem aparecer aqui ou ali (tomara que aqui) em breve:

Matchbox
Blue Suede Shoes
Honey Don’t
Drive My Car
C moon
Come And Get It
Don´t Let The Sun Catch You Crying
Midnight Special
Two Of Us
Tequila
We Can Work It Out
Hope Of Deliverance
Ebony And Ivory
Letting Go
Listen To What The Man Said
My Valentine
Live And Let Die

Setlist – concerto

Hello, Goodbye
Junior’s Farm
All My Loving
Jet
Got to Get You into My Life
Sing the Changes
The Night Before
Let Me Roll It
Paperback Writer
The Long and Winding Road
Nineteen Hundred and Eighty-Five
My Valentine
Maybe I’m Amazed
I’m Looking Through You
Two of Us
Blackbird
Here Today
Dance Tonight
Mrs. Vandebilt
Eleanor Rigby
Something
Band on the Run
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back in the U.S.S.R.
I’ve Got a Feeling
A Day in the Life
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude

Encore:
Lady Madonna
Day Tripper
Get Back

Encore 2:
Yesterday
Helter Skelter
Golden Slumbers
Carry That Weight
The End


Fotos: Divulgação

Vídeos: Jo Nunes

Receita: Filé de Peixe no forno com coentro, hortelã e azeite

Ingredientes

1kg de filé de peixe (linguado ou merluza, de preferência)
1 maço de coentro
1 maço de hortelã
Azeite
50g de manteiga
Sal
Pimenta do reino branca
½  limão
3 cebolas cortadas em rodelas grossas

Modo de fazer

Tempere os filés com um pouco de suco de limão, sal, azeite, pimenta do reino moída na hora (se possível) e o hortelã. Deixe marinando por cerca de 40 minutos.

Corte as cebolas em rodelas grossas e coloque no fundo de um refratário.  Disponha os filés sobre as cebolas, de modo que não encostem no fundo do refratário. Regue com azeite e coloque a manteiga sobre os filés. Leve ao forno baixo por aproximadamente 45 minutos, virando os filés por volta dos 25 minutos.

Sirva o peixe e as cebolas com arroz branco e passas e um bom vinho branco.

Foto: Fernando de Oliveira

Finalmente o Brasil fica mais inteligente: Chrome bate Internet Explorer e é navegador mais popular do país

O Chrome, com 35% de participação, é o navegador mais popular do Brasil, segundo o instituto Navegg. Ele está pouco à frente do Internet Explorer (33%), mas tem quase o dobro do Firefox (20%). Safari e Opera, com 8% e 4%, respectivamente, aparecem em seguida. Os números são semelhantes aos divulgados pela StatCounter em dezembro do ano passado.

A fatia do Safari é maior do que a do OS X, que está em apenas 4% dos computadores do País. Isso ocorre porque o browser também é utilizado em dispositivos como o iPhone, que responde por 48% dos smartphones, e o iPad, que detém 72% do mercado de tablets. Um detalhe interessante é que 78% deste segmento é formado por homens.

Já o Android está em 52% dos smartphones e em 38% dos tablets. O estudo só considerou a plataforma da Google e a da Apple nesses aparelhos, deixando sistemas como o Symbian, da Nokia, o Windows Phone, da Microsoft, e o BlackBerry OS, da RIM, de lado – de acordo com a Navegg eles não representam nem 1% do universo.

Por maiores que tenham sido as vendas de dispositivos móveis nos últimos anos, eles estão longe de ultrapassar notebooks e desktops quanto à navegação web. Apenas 5% dos usuários brasileiros utilizam smartphones para isso, 3% preferem os tablets e 92% recorrem aos tradicionais computadores.

Nesse ponto é preciso destacar que a opção por um não exclui o acesso por outro. Em outras palavras, se um internauta usou o iPhone para entrar em um site e depois, em casa, o visitou pelo desktop, ele será contada duas vezes. É provável que os 8% do bolo dos dispositivos móveis não tenham abandonado os PCs, de modo que, se outro tipo de procedimento fosse utilizado, o índice deles de 92% estaria ainda mais próximo dos 100%.

Por falar em PCs, o Windows mantém confortável liderança na plataforma, com 94% de participação. O Linux tem 2%, sendo que 65% das pessoas que o preferem têm curso superior completo, e os usuários do OS X são majoritariamente do sexo masculino (87%) e demonstram “forte interesse em compras de produtos relacionados à fotografia”.

Para a pesquisa o instituto Navegg coletou dados nos últimos 30 dias dos mais de 75 milhões de internautas que compõem sua rede.

Site: IDG Now!

Se for viajar, não minta

Véspera de conhecer uma nova cidade, um novo país e me lembrei de que ultimamente muitos têm se utilizado de um expediente antigo que pode sempre deixar seqüelas, principalmente nesses tempos de informação em tempo real: a mentira.

Se for viajar e precisar faltar ao trabalho, fale a verdade. Inventar uma gripe pode custar caro. Imagine se dá um problema no vôo de volta (uma nuvem de fumaça de um vulcão, por exemplo)? Como justificar? Falar o quê, caso ainda tivesse arrastado um(a) coleguinha para a viagem?

Feio, né?

Até a volta.

 

Wi-Fi gratuito atrasa e está disponível em apenas 9 dos 18 aeroportos prometidos

Vamos testar neste sábado!

Tempo limite de conexão passa de 15 minutos para 6 horas. Net e Linktel devem entrar no projeto.

Se você achava que só os voos atrasam nos aeroportos do Brasil, está enganado. A Internet Wi-Fi gratuita prometida pela Infraero para março em 18 aeroportos do país também não chegou a tempo e foi instalada somente na semana passada. Dos aeroportos da lista, apenas nove estão com o serviço em funcionamento. Segundo a Folha, os aeroportos com sinal Wi-Fi gratuito são os de Cumbica (Guarulhos), Congonhas, Galeão, Santos Dumont, Pampulha (MG), Porto Alegre, Brasília, Recife e Fortaleza. Até o final do mês, a Infraero promete que o serviço será instalado também nos aeroportos de Viracopos (Campinas), Confins (MG), Curitiba, Salvador, Natal e Manaus.

Agora o tempo limite de conexão passou de 15 minutos para seis horas e está disponível apenas na área de embarque para passageiros após a passagem pelo raio-X. Em troca, o usuário é submetido a algumas propagandas. Para acessar a Internet, é necessário se conectar à rede “INFRAERO Wi-Fi grátis”, abrir o navegador e preencher um cadastro que será validado com o número do cartão de embarque. A Internet será liberada apenas no aeroporto de onde parte o voo e não no destino final.

Inicialmente apenas a TIM vai oferecer o serviço, mas em breve, segundo o Gizmodo Brasil, a Linktel e a Net também devem entrar no projeto que ainda está em fase experimental.

Site: Adrenaline

Levedo de cerveja combate lesões e o envelhecimento precoce

A cerveja é uma das bebidas preferidas do brasileiro e a sua principal finalidade é servir de desculpa para reunir os amigos, correto? Nem sempre. Há muitos anos, ela também vem sendo utilizada como base para tratamentos estéticos, que recorrem ao levedo – rico em fibras, aminoácidos e vitaminas do Complexo B -, para combater problemas de pele como acne e psoríase.

De acordo com Ana Luísa Sampaio, dermatologista responsável pelo serviço de Dermatologia do Hospital Israelita Albert Sabin, do Rio de Janeiro, e sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), “o levedo de cerveja beneficia pessoas que possuem deficiência de nutrientes e pode atuar ainda sobre o estresse oxidativo, que é uma das causas do envelhecimento cutâneo”.

Entretanto, segundo Moises Albuquerque, dermatologista e também membro da SBD, apesar dos relatos do uso desta substância ser de longa data, sua aplicabilidade para melhoria da cútis ainda não foi comprovada, por isso, o tratamento com levedo só deve ser utilizado como um método auxiliar. “Há indícios de que o levedo de cerveja já era utilizado para tratar da acne por volta de 300 a.C., fase em que não existiam remédios eficazes para tratamento. Agora, estamos em 2012, e vivemos em uma época, na qual os dermatologistas combatem a acne com relativa tranquilidade. Além do mais, até hoje não existem estudos conclusivos sobre os benefícios desta substância no combate à acne, portanto, é fundamental que as pessoas interessadas neste método consultem um médico”.

A nutricionista Bruna Murta, da Rede Mundo Verde, defende que “o levedo combate a fraqueza muscular e a dificuldade de concentração. Também pode melhorar o funcionamento cerebral e a pele, como nos casos de acne, eczemas (irritação na pele) e psoríase”. Segundo ela, as vitaminas do complexo B, presentes no levedo de cerveja, estão envolvidas em vários processos metabólicos do corpo humano, principalmente na síntese (formação) de carboidratos, que são importantes para fornecer energia ao organismo, mantendo seu equilíbrio e bom funcionamento.

Da acne à queda de cabelo

Apesar de a maioria dos benefícios ainda requerer comprovação científica, o levedo, obtido por meio do fungo Saccharomyces cerevisiae , também pode ser uma boa opção para as mulheres que sofrem com a oleosidade da cútis.

“A substância contribui para a melhoria das lesões causadas pela acne, para a redução da oleosidade da pele e até mesmo para a queda de cabelo. Ela também tem se mostrado promissora no tratamento de eczemas e psoríase (doença inflamatória da pele)”, revela Luciana do Espírito Santo Saraiva, dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro integrante do corpo clínico do Hospital Felício Rocho, de Belo Horizonte.

Onde encontrar?

Ainda pouco conhecido do grande público, a substância não é comercializado em grande escala. Por isso, o levedo pode ser encontrado com mais facilidade em casas de produtos naturais sob a forma de farinhas (que pode ser misturada aos alimentos) ou em cápsulas (consumidas 30 minutos antes das refeições).

Além disso, já existem linhas de cosméticos que exploram as propriedades do levedo em cremes e xampus. Uma das principais redes que comercializam esse tipo de produto é a loja virtual Payot e a linha importada Manufaktura.

Com restrições

Mesmo com o seu alto poder nutritivo e benefícios, os produtos naturais e industrializados feitos à base da substância devem ser consumidos apenas com a autorização prévia de um profissional da área da saúde, pois a substância pode causar algumas disfunções intestinais por competir com bactérias probióticas (bactérias benéficas) presentes no intestino. Portanto, pessoas que apresentam algum problema intestinal devem evitar o levedo.

Mas, na maioria dos casos, a substância não oferece riscos à saúde. “Quando ingerido sob orientação médica e na quantidade adequada, não há efeitos colaterais”, garante Luciana.

Fonte: Meio News

Frases: A pergunta que me deixa louco: Sou eu ou os outros que são loucos? – Albert Einstein

The question that sometimes drives me hazy: Am I, or the others crazy?

Sempre soube que não sou normal. Gosto de sonhar acordado, imaginar finais felizes para situações impossíveis, fantasiar um mundo sem música ruim, sem pessoas com mau-caráter ou incompetentes. Claro que isso (talvez) não seja o suficiente para me internar em um hospício, mas, algumas vezes, me sinto como se já estivesse em um.

As pessoas parecem se esforçar no estranho hábito de serem estranhas. Atitudes extremadas, frases desconexas, promoções sem mérito ou lógica, leads invertidos, sentimentos desprezados, humores biolares.

Cada vez mais chego a conclusão de que aquele bordão: “Eu sou NORMAL!“, usado pelo Francisco Milani no antiquíssimo Viva o Gordo, é válido para mim, mesmo com todo o meu esforço.

A loucura pode estar escondida atrás de uma vassoura, da ida até uma igreja ou no stress causado pelo pânico em ter que tomar alguma decisão, aceitar algum erro ou simplesmente fazer algo. Ela também pode estar escondida em um sorriso bonito ou um olhar aterrador. Isso pouco importa. O que importa é ficarmos longe dela, pelo menos o suficiente para que ela não tome conta das nossas almas.

Iron Maiden incendeia em CD e DVD gravados ao vivo no Chile

Já virou lugar comum entre os artistas que vêm tocar na América do Sul dizer que as plateias desse lado do Equador são mais quentes e um espetáculo à parte. Gente como Bono e Paul McCartney vive repetindo isso, mas ainda é pequeno o número de registros gravados por aqui. Iron Maiden Em Vivo! (EMI) vem tirar um pouco desse ‘descaso’ com o nosso continente.

Gravado no Estádio Nacional, em Santiago (Chile), em 10 de abril de 2011, o CD e DVD duplos, além da versão em Blu-Ray, aproveitam para valorizar a participação de 50 mil fanáticos chilenos, que passaram o tal calor que tanto falam dos nossos públicos.
Tanto no CD quanto no DVD fica clara a interação da plateia, que canta e grita durante as quase 2 horas de duração do show, mesmo quando não incentivados por nenhum membro da banda. O concerto, que fez parte da turnê The Final Frontier – que também passou pelo Brasil, com shows no Rio, São Paulo, Brasília, Belém, Recife e Curitiba, confirma que o Maiden e seu mascote Eddie ainda têm muita energia para gastar.

O repertório, que mistura canções do último disco de estúdio da banda – The Final Frontier (2010) – com clássicos do grupo, como Iron Maiden e The Number of the Beast, é potente e funciona muito bem no vídeo – a mixagem do CD tira um pouco da força das interpretações.

O DVD ainda vem com um disco extra onde está o excelente documentário Behind the Beast, que mostra os bastidores da turnê e a preparação do Ed Force One, o Boeing preparado para o grupo e que foi sempre pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson, nos deslocamentos pelos 36 países pelos quais os shows foram apresentados, além de depoimentos sobre a escolha de repertório (mais “generosa” onde o grupo se apresentou pela primeira vez) e preparação do palco e dos efeitos especiais.

As 17 canções foram filmadas em alta definição e o uso do recurso de dividir a tela (normalmente mostrando a plateia e algum detalhe da banda) torna o DVD uma experiência única podendo deixar o espectador “antenado” por várias e várias exibições.


Esse texto foi publicado no dia 11 de abril de 2012 no jornal O Fluminense

Van Halen volta com tudo – A Different Kind of Truth – A Crítica

O Van Halen demorou 14 anos para entrar no estúdio – o último disco tinha sido Van Halen III (1998) – e outros 28 para ter David Lee Roth de volta comandando os vocais. Agora, a banda liderada pela guitarra de Eddie Van Halen volta com A Different Kind of Truth (Universal), um trabalho que vai mostrar para a geração que não ouviu a primeira fase do grupo, por que o conjunto se tornou uma lenda do rock. Uma chance de ouro para que uma geração perdida se encontre.

Assim, se o incauto ouvinte fechar os olhos, terá a sensação de que escuta canções de alguns dos discos daquela época. No trabalho há momentos que lembram o tempo de Dance the Night Away, Hot for Teachers e Ain’t Talkin’ ‘bout Love e a versão lançada no Brasil ainda vem com um DVD mostrando alguns ensaios acústicos da banda e como o tempo passou para todos. Os cabelos longos agora são mais ralos, brancos e acompanham rostos enrugados, mas nada que abale a qualidade do som produzido. Fica a certeza de que o tempo passa para todos.

Para asfaltar o presente e repavimentar o passado, Eddie, Alex Van Halen (bateria), David e o novato Wolfgang Van Halen (baixo), filho de Eddie, usaram um expediente inteligente: resgataram canções compostas na década de 70 – 7 das 13 músicas são dessa época (She’s the Woman, Outta Space, Big River, Beats Workin, Tattoo, Honeybabysweetiedoll e Bullethead, além de Blood and Fire, composta em 1984).

Pode ser coincidência, mas fazia tempo que a guitarra de Eddie não soava tão forte e inspirada, desde o lançamento de 1984, quando o vocalista ainda era o Diamond David. Os novos solos esbanjam no uso do wah-wah e da distorção característica do som do Van Halen. Se o encanto vai durar, se ainda há briga entre os membros ou se eles terão inspiração para criar novos e bons riffs/melodias (agora que acabaram as boas demos antigas), ninguém sabe, mas A Different Kind of Truth já se coloca como um dos principais discos do grupo e um dos melhores lançamentos do ano, tendo alcançado o topo das paradas de rock dos Estados Unidos e Inglaterra, além de chegar ao Top 5 em vários outros países do globo.

Recomendado para quem acha que guitarrista de rock deve ter alguma semelhança com músicos como Slash.



Uma versão editada deste texto foi publicada na edição de 11 de abril de 2012 do jornal O Fluminense