Yoko Strikes back

O texto abaixo foi roubado do blog Notas Musicais, do companheiro e excelente crítico Mauro Ferreira.

      Yoko lança EP em junho e álbum em setembro

Yoko Ono voltará ao disco em dose dupla neste ano de 2009. Em 9 de junho, a artista – que reativou a Plastic Ono Band – lança o EP Don’t Stop me! (capa à direita). Na sequência, em setembro, Yoko apresenta o álbum Between my Head and the Sky, cujo título faz referência ao nome do livro editado pela artista no início de 2009, Yoko Ono – Between the Sky and my Head. O EP, que vai ser editado somente via iTunes, tem quatro músicas: Calling, Ask the Elephant, The Sun Is Down! e Feel the Sand. O último álbum de Yoko – Yes, I’m a Witch – foi editado em 2007.
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Preso o homem do Let it Be

Music-producer-Phil-Spect-002Não, não foi Paul McCartney quem foi para a cadeia, mas sim Phill Spector, o produtor responsável pelo lançamento do disco Let it Be e por vários outros trabalhos com John Lennon e George Harrison, sem contar a sua extensa ficha musical, tendo como característica a criação do Wall of Sound.

Spector foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato de uma atriz em 2003 e teve como testemunha chave seu chofer, um brasileiro!

Detalhe…Spector sempre teve fama de louco e adorava intimidar e apontar armas para os outros.

Triste fim.

Leia os detalhes no Globo Online.

Soy Latino Americano – Uma homenagem a Zé Rodrix e Marcelo Nóbrega

Normalmente não gosto de discutir assuntos do cotidiano no F(r)ases. Porém o post anterior (Urca) e este não poderiam ficar de fora. Fui à missa em homenagem ao cantor e compositor (entre outras tantas coisas) Zé Rodrix, pai da talentosíssima Marya Bravo e ex-marido da grande amiga Lizzie Bravo.

Não tive um contato mais estreito com ele, que estava sempre de bom-humor, contando alguma história e com algum projeto em vista. Fico triste que, aos 61 anos, uma série de infartos tira do nosso convívio uma figura tão agradável.

A cerimônia, na igreja de São José, na Lagoa, teve a presença de vários artistas, atores e colegas de colégio. Foi bonito. Até Bocage foi citado no sermão.

Um dia depois tenho a notícia da morte do colega Marcelo Nóbrega, também vítima de um ataque do coração. Nóbrega era uma daquelas figuras ímpares, que vivia conectado, sempre envolvido com tecnologia e sempre com um trabalho sério.

Não sei o que está havendo, mas o coração anda traindo boas figuras e fica aquele vazio e certeza de que nossa humanidade é mesmo muito frágil.

Vão em paz, companheiros.

A Urca é uma ilha (de imbecilidade?)

cassinoTenho amigos que moram na Urca, adoro o Bar Urca, o pôr-do-sol e os petiscos servidos na mureta da…praia. Não moraria lá (acho), mas o bairro é simpático. Fico sempre triste quando passo pelo prédio da TV Tupi e vejo o abandono de um local que faz parte da história do país.

Tenho amigos que acham que os flanelinhas deveriam ir para a câmara de gás. Segundo eles, um holocausto do bem. Não sou tão radical, mas em alguns momentos fico achando que um bom corretivo faria bem – aos flanelinhas e também aos presidentes de associação de moradores.

A esta altura alguém já deve ter perguntado onde as duas coisas se encaixam. Bem, após anos sem rumo, a prefeitura resolveu passar o prédio do ex Cassino da Urca para um grupo privado que instalaria ali o Instituto Europeu de Design (IED). Lá, aconteceriam aulas, eventos, exposições e todo o tipo de movimentação cultural sobre design.  Infelizmente, um juiz (letra minúscula com fonte bem pequena) decidiu proibir a instalação do IED.

ied2Mas a revolta vem mesmo quando ouço a presidente da associação de moradores da Urca (novamente em letra bem pequena) dizer que o IED iria tumultuar o bairro e deixar o trânsito impraticável. Fico imaginando como era o trânsito na época da TV Tupi, quando os equipamentos eram gigantescos e a maioria da programação era feia ao vivo. Ou seja, muita gente indo e vindo no bairro o tempo todo. Seria lá um local calmo?

Tem mais: a tal presidente ainda disse que o bloco de carnaval que homenageou o Rei Roberto Carlos, no carnaval, parou o bairro por 2 horas, transtornando a vida dos moradores, mas que ela, como fã do Rei, fez parte da festa e do bloco.

Na boa, tem muita gente sem noção nesse mundo. Sugiro que se doe o prédio para uma rede de TV ou que facemos uma lei que permita o funcionamento de um cassino no local. Com certeza o bairro vai ficar bem mais calmo do que com o IED e ainda estaremos preservando as características da construção e a história do país.

Sempre que ouço essa música acho que vou me afogar

Planeta Água

Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão

Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão…
Águas escuras dos rios

Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população…

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos…

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d’água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão…

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação…

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra…

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água…(2x)

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão…

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população…

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra…

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água…(2x)

Boa notícia para quem quer se divertir

Aqui o anúncio oficial da volta do Atrás de Diversão, blog obrigatório para saber as boas da cidade, que nem sempre estão nos jornais.

 

Depois de algumas semanas de recesso, o Atrás de Diversão volta melhor. São mais pessoas contribuindo para indicar mais shows, mais peças teatrais, mais tudo para a diversão no Rio de Janeiro.
Outra grande novidade é a entrada no ar do Foi Atrás de Diversão? – blog onde nossos críticos e você poderão colocar suas impressões sobre o espetáculo que assistiram. Para isso, é só enviar um e-mail para foiatrasdediversao@gmail.com e aguardar a publicação.
Não deixem de acompanhar as dicas, enquetes e promoções do Atrás de Diversão.

Atrás de Diversão: Novo, melhor e maior

Depois de algumas semanas de recesso, o Atrás de Diversão volta melhor. São mais pessoas contribuindo para indicar mais shows, mais peças teatrais, mais tudo para a diversão no Rio de Janeiro.

Outra grande novidade é a entrada no ar do Foi Atrás de Diversão? – blog onde nossos críticos e você poderão colocar suas impressões sobre o espetáculo que assistiram. Para isso, é só enviar um e-mail para foiatrasdediversao@gmail.com e aguardar a publicação.

Não deixem de acompanhar as dicas, enquetes e promoções do Atrás de Diversão e mande suas sugestões de programas para atrasdediverso@gmail.com

Mais uma do ‘Barba’

 

CChega o dia
em que se vão as musas
e os versos
se recolhem para o inverno;
o poeta
observa mudo
mais um ano passar
e queima suas mil
declarações de amor
feitas para o éter.
Néscio é o coração
que espera flores de volta;
quem liga para a devoção
nessa aldeia eletrônica de egos?
O poeta dorme e se deixa congelar. Chega o dia
em que se vão as musas
e os versos
se recolhem para o inverno;
o poeta
observa mudo
mais um ano passar
e queima suas mil
declarações de amor
feitas para o éter.
Néscio é o coração
que espera flores de volta;
quem liga para a devoção
nessa aldeia eletrônica de egos?
O poeta dorme e se deixa congelar. 

Continua o roubo de textos do querido André Machado.

Chega o dia
em que se vão as musas
e os versos
se recolhem para o inverno;
o poeta
observa mudo
mais um ano passar
e queima suas mil
declarações de amor
feitas para o éter.

Néscio é o coração
que espera flores de volta;
quem liga para a devoção
nessa aldeia eletrônica de egos?

O poeta dorme e se deixa congelar.

And in the End, the Love You Take is Equal to the Love You Make

abbay road 1Algumas frases são românticas, outras épicas, algumas são profundas, outras simples, bonitas, diretas. Português é uma língua rica, complexa, que permite esse tipo de construção. Muito mais difícil é criar frases com essas características em um idioma tão mais pobre como o inglês.

Não é fácil ler ou ouvir algo em inglês e dizer: “Que coisa bonita!”. Normalmente é preciso entender o sentido ou a imagem criada. São poucos os que têm um domínio do simples/sofisticado/de bom gosto suficiente para nos emocionar com algo que pode ser entendido em qualquer hemisfério.

Assim como na música, alguns artistas e alguns períodos parecem mesmo terem sido abençoados. Não pode ser coincidência que todos lembrem de alguém (e gostem) nos quatro cantos do Planeta, sem que algo de muito diferente faça parte do pacote dessa pessoa/artista.

abbay road 6

Os anos 60 foram especiais. Infelizmente não os vivi, mas até hoje ouço e vejo o seu legado. Principalmente na música, parece que todos foram tocados por algum tipo de mágica. Só isso pode explicar Hendrix, Townshend, Stones, Byrds, Clapton, Bruce, Moon, os Johns (Sebastian  e Phillips), Crosby, Nash e todos os outros (sem citar os brasileiros) que povoaram de talento aquela década. E, claro, de todos os que se destacaram no campo musical, na pole estão os Beatles. Duvido que algum outro grupo venha a ter a mesma combinação de talentos e uma produção tão diversa e qualificada como a da banda de Liverpool.

abbay road 4And in the End, the Love You Take is Equal to the Love You Make é a última frase da última canção (listada na capa) do último disco gravado pelos Beatles. Estou falando de disco – no caso LP e não relançamentos, CDs ou similares. Abbey Road não foi o último disco lançado pelo grupo (foi Let it Be), mas foi o último a ser grabado por eles.

Como se pode ver pelas fotos da famosa travessia da rua do mesmo nome, onde fica o estúdio da EMI, o clima entre eles não era bom, a falta de paciência e saco era total, os desentendimentos constantes e o fim iminente. Isso serve apenas para tornar mais enigmática e para mostrar como tinham os pés no chão. Afinal, é quase uma declaração de amor rara de fazer durante o processo de separação.

Não importa se na voz de Cassia Eller ou Paul McCartney, ouvir essa frase faz pensar e querer que todos fizessem o mesmo.

Revista científica elege insultos mais ofensivos na Itália

Adoro quando coisas úteis são cientificamente comprovadas. Eleva nossa cultura e também o espírito. Sim, eleva é a palavra que eu quis usar.

A revista científica Focus realizou uma pesquisa sobre os insultos considerados mais ofensivos pelos italianos. Segundo a publicação, as expressões que ofendem com maior intensidade são “porco Dio” e “porca Madonna”, que identificariam Deus e a Virgem Maria, respectivamente, como porcos.

A maioria dos termos mais ofensivos está relacionada a sexo, tendências sexuais e atitudes fora da lei. A revista elaborou uma tabela com índices de 0 a 3 para medir o grau de vulgaridade das expressões propostas. As palavras “zoccola” e “troia”, que taxam as mulheres de prostitutas, estão um grau abaixo de “figlio di puttana” (filho da p…).

Outras expressões com um índice alto são “stronzo” (imbecil) e “mafioso”, com 2,3, que estão dois décimos acima de “frocio” e “culo rotto”, que dão uma conotação negativa ao homossexualismo masculino. Já o insulto que menos ofende os italianos é “ateo” (ateu). A pesquisa concluiu que os termos mais graves estão relacionados a violações da lei e condutas sexuais, o que mostra uma “visão machista e homofóbica”, apesar de uma “aparente liberdade de costumes”.

A revista também fez um perfil do italiano mais sensível às palavras vulgares. Segundo o estudo, trata-se da mulher com mais de 50 anos, religiosa e habitante do sul do país. Ela se sentiria mais ofendida por expressões relativas a sexo, moral, religião e descumprimento de normas.

Pouco mais da metade das expressões propostas na enquete foi considerada “pouco vulgar ou inofensiva” pelas pessoas ouvidas. A publicação atribui este fato à mudança dos valores sociais e à descriminalização dos palavrões em 1999. Segundo a publicação, os italianos não consideram graves os termos relacionados a fatores sócio-econômicos e étnicos. Por isso, palavras como “giudeo” (judeu) ou “arabo” (árabe) têm um potencial de ofensa baixo.

Estes termos não tocam “diretamente os italianos”, já que as pessoas que responderam à pesquisa expressaram “pouca identificação com o drama dos estrangeiros”.

EFE – Agência EFE – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Incógnita

Você sabia?

O estadista britânico Winston Churchill (1874-1965) escreveu em 1958 que “O futuro é uma incógnita, mas o passado deve nos dar esperança”.

A palavra “incógnita” é um substantivo feminino que designa aquilo que não se conhece ou que é impossível de se avaliar, e tem como sinônimos “enigma”, “mistério”.

Mais uma da série ‘Enganadores sem Noção’

twitter.fedupOutro dia comentei no Twitter que a quantidade de pessoas burras que cita pseudos gurus da informática e redes sociais para parecerem entendidaa, mas não consegue formular três pensamentos sobre as coisas que cita, é incrível. 

Se há uma coisa que você aprende escrevendo e trabalhando com tecnologia é exatamente que o que importa é o hoje e que ninguém sabe demais sobre algo. Mas, quem geralmente sabe muito pouco, costuma endeusar muitos, especialmente de fora do país e sempre dando um jeito de não precisar se aprofundar nos assuntos. Normalmente fazem perguntas para que os outros possam responder suas duvidas. 

Cerca de seis anos atrás um executivo (sim, vamos chamá-lo assim) chegou a apresentar um plano que iria revolucionar e viabilizar um grande site, apesar das experiências mal sucedidas de algumas outras empresas em um passado, então, recente. Para encurtar o papo, o tal programa só foi implantado cinco anos depois de sua apresentação e o tal executivo nem estava mais na empresa. Conheço gente que ainda elogia a sua percepção de futuro. Eu o considero um idiota que chupou dinheiro e fez a empresa perder cinco anos em reformulações que nunca funcionaram. 

Algo parecido acontece com as tais redes sociais. Há muitos visionários, que sempre perguntam “Você sabe como tirar proveito das redes sociais? Sabe o que é Web 2.0?”

Fuja desse tipo de gente. Normalmente são inseguros e não aceitam que se mostre algum tipo de superioridade sobre eles (o que é quase impossível de não fazer). Faça de tudo para esconder a total falta de respeito, mas não se deixe nunca enganar ou cair na mediocridade. 

Ia terminar esse texto quando Gustavo de Almeida solta a pérola abaixo no Twitter. Irresistível. 

Tal e qual Nelson Rodrigues, eu sinto inveja do caráter eterno da burrice. E não me canso de espantar com sua capacidade de permanecer.

Skank no Vivo Rio (16/5) e Beatles!

skank vivo rio 1Frio, uma chuvinha chata e um público que misturava jovens, gente já acima dos 30 e até crianças foram chegando e enchendo o Vivo Rio, que na contra-mão do que acontece hoje com a quase totalidade das casas de espetáculos, colocou ingressos a preços decentes (R$ 60). O resultado é que mesmo sendo a quarta vez que o grupo voltou ao Rio para lançar seu último CD, Estandarte, encontrou uma platéia animada e que, como reconheceu Samuel Rosa, sabia de cor até mesmo as músicas do Estandarte.

skank vivo rio 2O repertório foi quase o mesmo apresentado em novembro de 2008 no Canecão. Se daquela vez Samuel pulou mais que o normal, desta vez agiu mais como um maestro, um mestre de cerimônias que dava a platéia exatamente o que ela queria. 

Bis desconfortável 

skank vivo rio 3Uma das grandes novidades da recente turnê é a interatividade com o público, que escolheu a próxima música de trabalho (Sutilmemte) e também pode escolher as canções do bis através de mensagens SMS. Infelizmente, na maioria das vezes a trinca de canções que tem É Uma Partida de Futebol sai vencedora. Talvez por isso Samuel tenha feito a apresentação da trinca vencedora sem muito entusiasmo e disse que também tocariam outras que não as vencedoras. Infelizmente, a única fora do roteiro foi Resposta, apesar de Jackie Tequila e Te Ver tivessem seus próprios fã-clubes. Fica para a próxima. 

skank vivo rio 4Também desapareceu a barraquinha que vendia CDs do grupo por preços bem baratos e que faria a festa em um show com preços também baratos. Era uma chance de faturar uns ótimos reias sem fazer força.

Depois, a já tradicional maratona para buscar o carro – problema insolúvel do Vivo. 

Detalhe: Alguns ficam com certo pudor em dizer que gostam do pop-beatle do Skank. O que sei é que poucos grupos me deixam tão roucos após um show quanto esses mineiros. 

Um mais Um

Resposta

Idéias recicladas

Sempre há como reciclar antigas idéias e piadas. A publicidade brasileira vive ganhando prêmios, mesmo com todas as restrições e regulamentações do setor. O anúncio para a rede de lojas de conveniência do da rede de po da rede de postos Ipiranga.

Morro de rir sempre que vejo.

Se tudo correu bem…..

…esse post foi publicado após minha saída do show do Skank no Vivo Rio (crítica em breve).

Para brindar o momento, duas lindas letras do grupo.

Balada do Amor Inabalável

Composição: Samuel Rosa / Fausto Fawcett

Eu levo essa canção
De amor dançante
Prá você lembrar de mim
Seu coração lembrar de mim…

Na confusão do dia-a-dia
No sufoco de uma dúvida
Na dor de qualquer coisa…

É só tocar essa balada
De swing inabalável
Que é o oásis pr’o amor
Eu vou dizendo
Na seqüência bem clichê
Eu preciso de você…

Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darumdá!…

É força antiga do espírito
Virando convivência
De amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada…

Planejando
Prá fazer acontecer
Ou simplesmente
Refinando essa amizade
Eu vou dizendo
Na sequência bem clichê
Eu preciso de você…

Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darumdá!…

Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos ou quando
Você quiser lembrar de mim
Toque a balada
Do Amor Inabalável
Swing de amor nesse planeta…

Mesmo que a gente se separe
Por uns tempos ou quando
Você quiser lembrar de mim
Toque a balada
Seja antes ou depois
Eterna Love Song de nós dois…

Eu levo essa canção
De amor dançante
Prá você lembrar de mim
Seu coração lembrar de mim
Na confusão do dia-a-dia
No sufoco de uma dúvida
Na dor de qualquer coisa…

Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darará!
Darará! Dararumdá Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darará!
Dararumdá! Darumdá!
Darumdá! Darará!…

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Um Mais Um

Composição: Samuel Rosa / Rodrigo F. Leão

Éramos nós
Éramos nós
Um mais um
Éramos mais
Que só dois

Éramos um
Feito de dois
Mais que nós dois
Nunca então sós

Eu era eu
Quando era nela
Ela em mim
Como ela era

Éramos um
Feito de dois
Mais que nós
Nunca então sós

Soma sem subtração
Múltiplos sem divisão
Dois que se amavam então
Éramos multidão

E na matemática torta
Da vida aqui sem ela
Dois menos um é zero
Eu não sou nada do que eu era

House internado

house and cuddyAcabou a temporada e a ida para cama de House e Cuddy foi apenas imaginação dou médico louco (agora louco mesmo?)!

Nem sei quando esses episódios irão passar no Brasil, mas já estou catando novidades sobre a nova temporada.

Mantenho todos informados.

Fazendo o errado

Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra.

careca
Fazer o errado é fácil. Você pode errar por ser injusto, traiçoeiro, covarde ou apenas por ser incompetente. Não importa.

careca2Pior sempre é quem acreditou que essa pessoa faria o bem. Ingenuidade? Excesso de auto-confiança? Não importa. Você acaba errando por tabela.

Resta saber até quando os errados vão continuar. Até quando a falsa simpatia, o assédio e sedução por conta do poder poderão se sustentar. Normalmente duram muito (sempre há um jeito de se encostar e sair dos holofotes, sem perder dinheiro – só o dos outros).

O melhor é mesmo evitar fazer negócios com tarados que parecem já ter pensado demais.

Uma historinha sobre Paralamas e jornalismo

Como disse no post anterior, ver e ouvir Herbert e os Paralamas é um prazer e deixa uma sensação de alívio por saber que nem sempre os bons morrem cedo.

Em fevereiro de 2001, no dia do acidente com o ultraleve que quase nos tira o rapaz de óculos do convívio mortal, trabalhava no site de um grande jornal e nunca esqueço do que vi ao chegar na redação. Entrava após 20h e, como o acidente havia sido mais cedo, já havia no site uma boa cobertura sobre o fato e até mesmo uma lista de músicas dos Paralamas para relembrar e celebrar o talento do cantor e compositor. A figura que trabalhava antes de mim (que deve ter o recorde de histórias desse tipo) escolheu as músicas e colocou entre elas MEU ERRO. Ora, seria humor negro ou falta de noção?

Garanto, foi sem maldade. Era o modus operante de quem, hoje, ensina para alguns jovens o que é jornalismo online

Ai, meu Deus! Como gerenciar esses professores?

Paralamas do Sucesso, Palco MPB e….Beatles!!

A música é uma benção. Projetos como o Palco MPB, promovido pela rádio MPB FM e que reúne todas as semanas um grande nome da música brasileira com um público formado por pessoas que não precisaram pagar ingresso (senhas são distribuídas gratuitamente durante o dia). Os encontros são sempre realizados em casas aconchegantes (atualmente acontece no Teatro Rival) e podem ser conferidos todas as terças e domingos na rádio e a qualquer momento na Internet.

paralamas6

Durante os último dois anos e meio venho sendo uma presença assídua nesses encontros. Já foram Zé Renato, Frejat, Lô Borges, Flávio Venturini, João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, Jair Rodrigues e muitos outros, sempre ciceroneados pelo fantástico Fernando Mansur.

paralamas5Na última segunda-feira (11/5) a festa foi por conta dos Paralamas do Sucesso, que divulgam seu mais recente trabalho, Brasil Afora . Ver Herbert Vianna tocando e cantando é sempre um prazer e uma imensa alegria, por tudo que ele passou após o acidente de 2001, que quase o matou. Claro que ficaram seqüelas, houve alguma perda, mas ele estar lá sobre o palco é muito bom de se ver.

Como é a filosofia do programa, o artista convidado prepara um set de cerca de 1h, dando prioridade ao material novo e mesclando alguns sucessos. A tarefa parece sempre mais complicada quando quem toca tem tantos sucessos quanto os Paralamas.

paralamas2Herbert, Bi Ribeiro, João Barone e mais João Fera (teclado), Monnteiro Jr. (saxofone) e Bidu Cordeiro (trombone) fizeram uma apresentação cheia de emoção e, surpreendentemente, com mais repetições (por motivos técnicos e musicais) que a maioria dos convidados.

Se as canções do novo disco foram bem recebidas, os sucessos levaram o público a loucura. Alagados, Meu Erro, Vital e Sua Moto e Óculos fizeram todo mundo cantar e  a incomum proximidade entre público e uma banda do porte dos Paralamas tornou tudo muito mais especial.

paralamas4Para coroar o terceiro show seguido com citações aos Beatles (por que será que se gosta tanto desses caras?) Herbert emendou o riff de Day Tripper na parte final de Alagados (veja o vídeo abaixo).

Que bom que a música ainda surpreende (Bajofondo), promove grandes festas (Cachorro Grande e Oasis) e emociona muito, como no caso dos Paralamas. Que bom que há público para todos os estilos e gostos.

Vamos ao Skank e ao Heaven & Hell.


Sacrifício x Esforço

esfoço e sacrifícioPara muitos parece que é apenas um jogo de semântica, quando não deveria. Para alguns outros – menos favorecidos em termos de perspicácia ou simplesmente sem coragem de encarar que essa distinção pode condená-los.

Sacrifício é algo que se deve fazer pelo que se acredita ou pelo que se ganha bem para acreditar. Achar que alguém vai se sacrificar por você quando é sua a essa responsabilidade. Uma equipe de futebo nunca vai jogar pelo  técnico se não confiar na sua capacidade e acreditar no seu comprometimento.

Por outro lado, mesmo que você não seja pago para se sacrificar, tem a obrigação de se esforçar. E esforço, senhores, é se empenhar, procuraar alcançar um objetivo.

Parece uma diferença simples, mas é tão difícil quanto saber se alguém tem iniciativa ou não. Assim como sacrifício, iniciativa é origação de quem ganha mais.

Isso é complicado?

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esfoçoAs definições

sacrifício
1. Ação ou resultado de sacrificar(-se)

2. Oferenda que se faz aos deuses

3. Rel. A missa: O padre sempre iniciava o sacrifício com um sorriso beatífico

4. Rel. Pessoa ou coisa oferecida em sacrifício; IMOLAÇÃO

5. Renúncia voluntária em favor de um ideal ou de uma pessoa: Fez um sacrifício para ajudar o rapaz: Fazia sacrifícios pela família

6. Tarefa desagradável que se deve realizar: É um sacrifício lavar toda essa roupa!

7. A morte de Jesus Cristo

[F.: Do lat. sacrificium, ii.]

Ir para o sacrifício
1 Turfe Bras. Conduzir (jóquei) cavalo num páreo de modo a, sacrificando suas próprias possibilidades de vitória, beneficiar um cavalo da mesma escuderia.
2 Iniciar esforço exagerado ou total para atingir algum objetivo, mesmo às custas do bem-estar pessoal, da dedicação a outras atividades, etc.

Partir para o sacrifício
1 Ver Ir para o sacrifício (2).

Santo sacrifício
1 Rel. No catolicismo, o sacrifício da missa.
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Hercules(es.for.ço) [ô]

1. Força empregada ou empenho na realização ou conquista de alguma coisa: Fazia grandes esforços para erguer aqueles pesos; Fez considerável esforço para conquistar a moça.

2. Cuidado, zelo: Fiquei muito agradecido por seus esforços.

3. Ânimo, coragem, energia: Foi admirável seu esforço para reeducar o menino.

4. Dificuldade: Aprendeu francês sem esforço.

[Pl.: ó]

[F.: Regress. de esforçar.]

Esforço anagógico
1 Psi. Na teoria junguiana, o esforço para a elevação moral do inconsciente.

Bajofondo – Tango eletrônico e…Beatles (9/5)

bajofondo1Um Vivo Rio lotado foi conferir a apresentação do grupo meio argentino, meio uruguaio Bajofondo. Verdade que a maioria do público (e muito dos famosos) foram lá para conferir o som do grupo influenciados pela boa mistura produzida pelos franceses do Gotan Project.

Muitas conversas no hall do Vivo Rio giravam em torno do que esperar da apresentação. Pouco depois de entrar e encontrar minha mesa vejo uma pessoa que pode dar um rumo ao que iríamos ver.

“Já os vi em um show na Patagônia e não tenho dúvidas de que são melhores que o Gothan Project. São mais dançantes e misturam mais influências latinas”, me disse Fábio Gradel, um louco por música que calhou de ganhar a vida advogando.

bajofondo2Não deu outra. O grupo, que promove seu último trabalho – Mar Dulce -,  fez um verdadeiro baile – com direito ao público no palco nas últimas músicas – mesclado por momentos , digamos, mais introspectivos, sempre transpirando latinidade. Nesta parte,  o premiado Gustavo Santaolalla (Oscar pela trilha de Brockeback Mountain), mostrou que realmente sabe tudo de música.

Além da ótima mistura de ritmos e da eficiente iluminação, a gana dos integrantes, que vibravam como técnicos na beira do gramado após um gol de seus times. Teve gente que viu o começou o show sem muito interesse e, no quarto número, estavam desesperados procurando a máquina fotográfica para registrar o que via.bajofondo3

Embalados pela música tema da novela A Favorita (repetida duas vezes e ainda tocada na versão de estúdio),  o Bajofondo ainda reuniu Dado  Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, que não tocavam juntos fazia mais de 13 anos e levaram o rock do Legião Urbana ao mix de influências milongas que embalaram a noite.

A corrida até a barraquinha de CDs do grupo foi grande após o show.

Ah, onde entram os Beatles? No baixo Hofner usado por um dos músicos do grupo em alguns números.

Fotos: Ag. News

Oasis, Cachorro Grande e Beatles

Preparando a primeira crítica solo, sem a necessidade de se preocupar com edições ou comentários desplugados de apuração, esqueço Dionne Warwick (que se apresentava no Vivo Rio),  chego para o show do Oasis no CitibankHall (7/5) e dou de cara com os colegas e também jornalistas Ricardo Calazans e Silvio Essinger, dois terços do ótimo e meio abandonado blog Raios Triplos, já ouvindo a potência e o esporro do Cachorro Grande, banda de abertura dos irmão Gallagher, que fazia um show onde o ‘ritmo do som era pesado’.

O primeiro comentário foi exatamente sobre o volume do Cachorro Grande. Se a banda de abertura soava daquele jeito, nossos ouvidos iriam sofrer muito após a esperada maratona de rock. Mas que não fique parecendo que tocar alto era a melhor qualidade da banda (que deve ser vista sempre que vier ao Rio). Os caras tocam rock da melhor qualidade  – DISCO NOVO NO MÊS QUE VEM – e ainda tiveram o reforço de Samuel Rosa (Skank) para encarar duas versões de canções dos Beatles: Saw Her Standing There  e Helter Skelter.

setlistoasis_jamarifrancaO intervalo entre o show dos gaúchos e os ingleses foi curto e cheio de boas expectativas, apesar dos posts de Noel Gallagher dizendo que o grupo era uma ‘nau sem rumo‘. Afinal, as apresentações anteriores da banda no Brasil foram sensacionais e os últimos shows na Argentina e Chile só receberam elogios da crítica desses países.

Chegou a hora e os marrentos irmãos de Manchester sobem ao palco cheios de uma simpatia incomum. Mandam ver e, talvez pelo show estar sendo transmitido ao vivo pela TV, falaram mais que o normal, agradando e agradecendo aos cerca de oito mil presentes na casa de shows, apesar de terem menos volume que sua banda de abertura.

Banda coesa e show sem erros

Oasis300Da abertura (Rock’n’Roll Star) até o último bis, que fez todos cantarem a letra de I Am The Walrus (uma das mais complicadas letras de John Lennon para os Beatles) em alto e bom som, sem erros. Palmas para o público que foi até a Barra da Tijuca. Jovens e outros nem tão jovens cantaram praticamente todas as músicas apresentadas pelo grupo, gritaram os nomes de Liam e Noel em vários momentos e pediram (em vão) Live Forever.

Não sei exatamente o que Noel Gallagher pretende fazer após essa turnê, mas o show do Rio foi uma aula de como fazer um show. Nada de frescuras, só música (boa) com a tradicional ‘marra’ de sempre.

Para quem nunca viu a banda (em 1998 ou 2001), não dá para imaginar que tudo fincione na base do mal-humor e de críticas entre os dois irmãos. Muitos arranjos fieis aos registros de estúdio, algumas microfonias e efeitos eletrônicos ‘floreando’ os números.

Ao contrário do mestre Jamari França, que disse ver uma banda se desintegrando na sua frente – Jamari, acho que você foi um pouco duro -, relembro que a maioria dos que foram ao show jamais tinham visto o Oasis ao vivo antes e que saíram mais do que satisfeitos com o que viram.

Não importa se têm o rei na barriga ou se podem ser desagradáveis e pedantes (quando querem). Os caras são bons e até elogiaram a galera do Rio (leia aqui).

Valeu!

Foto da set list: Jamari França

Ouça as músicas do F(r)ases da Vida

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